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Caixinha de Promessas

23/04/2015

A CRIAÇÃO DOS FILHOS


                   Há um propósito divino para cada criança que vem ao mundo. Apesar da nossa capacidade reprodutora, sem dúvida, a mão do Senhor Se faz presente em cada concepção.
                  Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas
foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia. Salmo 139.16
                Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. Salmo 22.10
               Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. Jeremias 1.5
               Nesses versículos, verificamos que, mesmo antes de sermos formados no ventre materno, o Senhor já nos conhecia. Imagine, então, o crime que comete uma pessoa que pratica o aborto!
               O diabo sempre lutou contra a concepção. Ele tentou impedir a vinda de Jesus a este mundo de várias formas, inclusive através dos próprios filhos de Judá, Er e Onã, que se recusaram a suscitar a descendência do irmão falecido e foram mortos pelo Senhor (Gn 38).
              Quando Satanás não consegue impedir o nascimento de uma pessoa, ele faz tudo para que ela não ocupe o lugar, a posição, que Deus almeja para ela.
Herança do Senhor
              O nosso conhecimento de que há um propósito divino para a vida de cada pessoa é ampliado quando descobrimos na Bíblia a declaração de que os filhos são herança do Senhor.
               Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão. Salmo 127.3
    Ao sermos informados pela Palavra de Deus de que os filhos são herança do Senhor, percebemos nossa responsabilidade na criação deles, pois estamos cuidando não somente dos nossos filhos, mas também da herança do Senhor.
             Com esse entendimento, nossa responsabilidade parece aumentar. Não podemos tratá-los como se fossem “ferinhas”, que precisam ser amansadas na base do chicote, nem deixá-los fazer o que quiserem. A Palavra nos orienta sobre o modo correto de criá-los:
            A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe. Provérbio 29.15
          A estultícia [a tolice, a insensatez] está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.Provérbio 22.15
        Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele. Provérbio 22.6
          Vale observar que a vara da correção mencionada em Provérbios 29.15 é a Palavra do Senhor (conforme analisaremos adiante). Mas, às vezes, é necessário usarmos a vara, em seu sentido literal, pois uma pequena dose de disciplina física, usada corretamente, não fará mal algum.
           Alguns pais vão de um extremo ao outro. Há quem viva espancando os filhos, e quanto mais espancados, piores eles ficam, pois o que esse tipo de “disciplina” produz é rancor, ódio e outros traumas. E, por outro lado, há pais que deixam os filhos fazerem o que quiserem; pais que seguem a orientação de “doutores”, de gente que ensina que o melhor caminho para a educação dos filhos é a liberdade total e completa. Porém, quando os filhos não recebem limites, ao tornarem-se adultos, além de já terem dado aos pais toda a espécie de aborrecimentos, amargarão dias difíceis, pois não foram preparados para a vida.
            Seguir o método de Deus na criação dos filhos é usar o melhor, é garantir grandiosos resultados. Trocar a sabedoria do Senhor pelos conceitos dos homens é enveredar por um caminho de sofrimentos.
            Cada criança possui características próprias, individuais, e somente na Palavra do Senhor encontramos as condições de suprir todas as necessidades delas. A Palavra tem a habilidade e a capacidade para admoestar, convencer e edificar plenamente uma vida.
Nosso modo de viver — a melhor lição
             Invariavelmente, os pais ditarão aos filhos a maneira de viver; não só pelo que falam ou tentam impor à prole, mas pelo modo como vivem.
              Os pais que não praticam a Palavra, que não vivem dEla e por Ela, sabem pouquíssimo de Deus para transmitir aos filhos. Podem ser pessoas dedicadas à família, colocar os filhos em bons colégios, dar boa alimentação e esforçar-se ao máximo para que seus filhos tenham do bom e do melhor, mas, se a vida íntima não estiver fundamentada e edificada na Palavra, os filhos não conseguirão aprender com os pais sobre o que mais precisam na vida: o conhecimento do Senhor.
                Sem a orientação das Escrituras, o pior pode sobrevir; os filhos podem assimilar dos próprios pais ou de outras pessoas maus hábitos, modos estranhos de vida, não-originados nem fundamentados na Palavra, os quais farão com que trilhem caminhos tortuosos.
               Os pais cristãos têm a obrigação de viver piedosamente, de praticar a Palavra, afinal, todos nós somos cartas vivas, lidas por todos, principalmente pelos nossos filhos.
                  Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 2 Coríntios 3.3
                Precisamos ficar atentos para não cometermos o mesmo erro dos fariseus, que conheciam a Palavra do Senhor, mas não A praticavam; embora obrigassem outros a total obediência a Ela.
                É fácil gritar com os filhos, chamá-los à responsabilidade, bem como explicar para eles como a Palavra os orienta a viver. No entanto, se nós mesmos não vivermos de acordo com as orientações bíblicas, eles constatarão que não há sinceridade em nós, e, definitivamente, recusar-se-ão a seguir os nossos conselhos, mas seguirão os nossos passos. Nós somos os seus mestres.
                  Na verdade, não há quem consiga mentir ou enganar usando a Palavra de Deus. Não se pode simular uma crença na Escritura Sagrada apenas a fim de educar os filhos. Por isso, os pais, antes mesmo de pensar em usar a Palavra para edificar a família, deveriam submeter-se a Ela, vivendo-A e praticando-A. Para que a Palavra seja aceita, é necessário que Ela seja ensinada e ministrada aos corações pelo Espírito Santo, e Este Se ausentará de qualquer pessoa que tenha outros propósitos para a Palavra, além daqueles designados por Deus.
EXCESSO DE LIBERDADE
             O ensino evolucionista, proposto por Darwin e desenvolvido pelos seus inumeráveis discípulos, tentou reduzir o homem, criado à imagem e semelhança espiritual de Deus, a um animal que evoluiu naturalmente, ate tomar-se um ser racional
             Esse tipo de teoria é contrário às verdades bíblicas, as quais muitos cientistas rotulam de tabus religiosos, que precisam ser destruídos.
             O ensino secular tem conseguido muitas vitórias, inclusive, no meio do povo de Deus, onde encontramos pessoas que pregam a liberação total de tudo.
            Enganam-se os cristãos que pregam teorias que contradizem a Palavra de Deus e agem conforme esses ensinos errôneos. Os frutos que eles colherão dessa semeadura serão por demais amargos. A Palavra é a nossa Fonte de inspiração e poder.
             Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas rotas, que não  retêm as águas. Jeremias 2.13
              Para aqueles que abandonam a Palavra e se dão a este tipo de prática, afastando os pequeninos do Mestre, temos a seguinte advertência do Senhor Jesus:
               E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos. Lucas 17.1,2
                 Na Bíblia, temos inúmeras orientações sobre como deve ser o relacionamento familiar. Examinando bem as Escrituras, veremos que existem coisas que a Palavra nos manda fazer, e não fazemos; há outras que Ela condena, as quais praticamos. Aos que não dão atenção à Palavra, ou relegam-Na a segundo plano, o Espírito Santo diz:
                O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado. Provérbio 13.13
A conversão acarreta mudança
                 É comum o fato de algumas pessoas terem aceitado o Senhor Jesus como Salvador, mas talvez, por falta de conhecimento ou desobediência à Palavra, ainda não terem mudado sua maneira de viver. Alguns ainda vivem como antes de conhecerem Cristo.
                 Quando alguém se converte verdadeiramente, aceitando Jesus como Salvador e Senhor, a natureza de Deus é implantada no ser dessa pessoa. Se a natureza divina não prevalece, transformando essa pessoa, é bem possível que ela ainda não tenha sido salva; pois, quando alguém é salvo, toma-se uma nova criatura.
                 Alguns receberam uma criação liberal, na qual, por exemplo, era comum que os pais e filhos se despissem uns diante dos outros ou andassem em trajes sumários, dentro de casa. Em alguns casos, até os banhos poderiam ser tomados coletivamente; pais e filhos juntos — esses tipos de procedimentos a Bíblia condena.
             Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe; ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez. Levítico 18.7
                A questão dos filhos verem a nudez dos pais é tão séria, que o filho de Noé, chamado Cam, pai de Canaã, foi amaldiçoado, porque viu a nudez de seu pai.
               E despertou Noé do seu vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. Gênesis 9.24,25
               Há ainda, na Bíblia, outras passagens que versam sobre esse assunto (não as mencionaremos aqui a fim de não nos estendermos muito). Muitas dessas passagens não se referem a estar totalmente despido, mas sem roupa suficiente ou apenas com roupas íntimas.
              Para que a vida seja vivida no mais alto nível, deve estar cercada de “poesia”. Quando as coisas que nos rodeiam são acatadas de modo leviano, o respeito, a honra e a graça são perdidos.
A Vara da correção
            Os pais cristãos precisam aprender a usar a Vara da correção.
           O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, a seu tempo, o castiga. Provérbio 13.24
           Muitos pais, sem entender o significado deste versículo, descarregam nos pequeninos todo ódio reprimido que têm no coração. Há quem acredite que, somente por meio do espancamento, os filhos entrarão no verdadeiro caminho.
          Quem espanca os filhos e diz que o Senhor, através da Sua Palavra, orientou-os a agir assim, está cometendo dois graves erros: primeiro o da covardia, pois um adulto descarrega em uma criança a sua força bruta, em uma hora de raiva; segundo, o de acusar o Senhor de ter-lhes orientado a praticar tal monstruosidade.               A Vara de correção a que a Bíblia se refere é a Palavra do Senhor.
              Quando Adão pecou, ele se afastou da Palavra do Senhor. Hoje, nós já nascemos afastados do Senhor, com a nossa mente pervertida e contaminada pelo pecado. Somente a Palavra pode corrigir-nos, dando-nos condições para voltarmos a Senhor, ao Caminho certo.
             A Palavra é a Vara que deve ser usada na educação das crianças. Sempre que elas errarem, devemos levá-las a entender o que fizeram e, com brandura e docilidade, fazê-las reparar o erro. O nosso modo de disciplinar os filhos deve ser o mesmo que gostaríamos que alguém usasse para instruir-nos.
            E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também. Lucas 6.31
            Também existem aqueles que acham que seus filhos jamais erram, mentem ou enganam. Esses pais não conhecem o que a Palavra afirma sobre todos os seres humanos. Os nossos filhos são parecidos com os dos outros; são semelhantes a todas as pessoas.
           Podemos ter certeza de que os nossos filhos, bem como os dos outros, continuarão no erro, “aprontando”, até que nasçam de novo e comecem a viver de acordo com a Palavra de Deus. Não há quem viva corretamente sem ter provado o novo nascimento. Uns erram mais do que os outros, mas sempre haverá um grau de iniqüidade em todo ser humano.
            Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Romanos 3.10
“PAU QUE NASCE TORTO...”
             Comumente, ouvimos de certos pais uma confissão satânica: “Este meu filho não tem jeito. Ele não vai dar em nada na vida”. Há quem diga que “pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto”.
             Isso não é verdade; tanto em relação aos nossos filhos, quanto a qualquer ser humano, não há um só caso perdido para Deus. O problema é que, se a pessoa ainda não aceitou Jesus como Salvador, pertence ao império das trevas e, por pertencer a esse domínio, é levado pelas forças do mal a agir do modo errado.
           Alguns estão tão presos pelo poder do diabo, que é necessário um esforço enorme para arrancá-los do inimigo.
                  Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós. Gálatas 4.19
                  Observe esse ensinamento de Jesus:
             Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, a vós é chegado o Reino de Deus. Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem. Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele e vencendo-o, tira-lhe toda a armadura em que confiava e reparte os seus despojos. Lucas 11.20-22
A batalha da salvação
                A salvação de qualquer um é uma verdadeira guerra espiritual. Em alguns casos, a luta é mais acirrada, pois a potestade maligna encarregada de monitorar aquela determinada vida é persistente. Mas não existe caso difícil ou impossível para o Senhor, pois a conversão independe do querer da pessoa.
             No entanto, alguns pais desprezam a orientação da Palavra de Deus, chegando a pensar que sua prole não precisa de conversão. Não entendem que por trás da incredulidade dos seus queridos filhos encontra-se a resistência do inimigo; um plano do diabo. Por serem cristãos e seus filhos terem um comportamento bom e aceitável, pensam que estes não se convertem porque não querem; que os filhos não são tão ruins assim; que a qualquer momento eles estarão na igreja e, finalmente, servirão a Jesus.
             Há outros pais que aceitam as desculpas do diabo: “O pastor pede muito; o pastor é chato; a igreja fica longe de casa; seu filho está preparando-se para as provas, para se casar; ele está trabalhando muito; quando chegar a hora, ele se converterá” etc.
                   Os pais que aceitam esses argumentos deixam-se enganar. Os aparentes motivos para afastar alguém da igreja são ilusões criadas pelo diabo e, na maioria dos casos, a própria pessoa sabe que se tratam de mentiras, de desculpas; mas mesmo assim pode acabar agradando àquele que deseja ceifar a sua vida: Satanás.
                    É necessário que os convertidos quebrem os grilhões satânicos que aprisionam seus filhos e entes queridos, usando a Palavra de Deus e o Nome de Jesus. Aqueles que forem libertos dos laços diabólicos aceitarão Cristo imediatamente e servirão a Deus, mesmo na igreja em que “viam” tantos problemas.
                A maioria daqueles que nasceu de novo conseguiu libertação, porque um cristão intercedeu por eles, e a Palavra do Senhor quebrou as amarras malignas que os prendiam.
Para que os seus queridos filhos sejam salvos, faz-se necessário:
1. Reivindicá-los para Deus, quebrando assim o poder do diabo na vida deles.
2. Parar de dizer que “pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto”, pois declarar isso é concordar com o diabo.
               Aquele que impede alguém de ver a Luz é o diabo. Em alguns casos, ele é tão “valente” e persistente em ceifar uma vida, que parece que a pessoa jamais se converterá. Mas a Bíblia garante:
                Tirar-se-ia a presa ao valente? Ou os presos justamente escapariam? Mas assim diz o Senhor: por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano escapará; porque eu contenderei com os que contendem contigo e os teus filhos eu remirei. Isaías 49.24,25


A salvação dos filhos
             Quão triste será para um pai e uma mãe ver, no dia do Juízo, o seu amado filho à esquerda do Rei e ouvir dEle:
             Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Mateus 25.41
              Isso é o que muitos constatarão sobre os mais “consagrados” filhos de Deus: trouxeram os filhos ao mundo, mas não souberam levá-los à Luz.
           Um lindo exemplo de um servo de Deus que se preocupava com a salvação de sua família foi Josué. Ele disse:
           Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Josué 24.15
           A salvação da família é um assunto tão sério e importante, que deveríamos fazer um estudo profundo sobre ele. Deveríamos reunir todos os familiares e explicar-lhes que sem o novo nascimento todos irão para a perdição eterna. E, ainda reunidos em família, dar a cada um a oportunidade de ser salvo.
             Acredito que a época certa de levar os pequeninos a Deus é quando se percebe que eles já raciocinam bem, já possuem algum entendimento. Então, os pais devem levar os filhos a um lugar onde possam ficar a sós com eles, e contar-lhes toda a verdade sobre a criação; sobre a queda de Adão, a qual fez com que o pecado entrasse no mundo; sobre a vinda de Jesus e a obra redentora que Ele fez na cruz, para a salvação do homem.
              Os progenitores também devem conscientizar a criança de que eles não a castigarão se ela não aceitar Jesus; de que ela não é forçada a tomar a decisão. Devem deixar o Espírito Santo fazer a obra. Após terem explicado toda a verdade, devem dar a oportunidade a criança de aceitar ou não Jesus, orando no Espírito, a fim de que ela O receba.
           Eu fiz a decisão por Cristo quando tinha mais ou menos seis anos de idade. Penso que, aproximadamente, nessa faixa etária, a criança tem condições de fazer a sua decisão.
          Antes que o diabo destrua os nossos filhos, podemos levá-los a Deus.
ELES APRENDEM FAZENDO
                   Atualmente colhemos violência, vandalismos, imoralidades, crimes, tanto mal, porque a geração passada plantou essas sementes. Os bandidos de hoje foram as crianças de ontem. Algumas foram mimadas; permitiu-se que elas fizessem tudo o que queriam, e isso facilitou que aprendessem o caminho do erro.
                 É pouco provável encontrar em uma penitenciária um criminoso que, quando criança, tenha sido levado a Cristo. Aqueles que, cedo na vida, aceitaram o Senhor e foram criados no temor dEle, são hoje os esteios da sociedade.
              Se quisermos viver dias melhores no futuro, devemos levar as crianças a um encontro pessoal com Jesus, para que O aceitem como Salvador, e educá-las no Caminho, na Palavra de Deus.
              Não devemos cometer os erros da geração passada. Não devemos agir como alguns cristãos, de forma irresponsável; aqueles que, aos domingos, vão à igreja, oram, cantam e, pelo modo como se comportam, parecem verdadeiros filhos de Deus, mas que, nos outros dias da semana, agem como se não fossem cidadãos do Reino.
             Precisamos ficar atentos em relação ao tipo de vida espiritual que estamos tendo. Aqueles que não abraçam a Palavra de modo completo e não agem de acordo com Ela, precisam lembrar-se de que, além das muitas coisas ruins que estão garantindo para si mesmos, estão plantando más sementes em seus filhos, pois eles aprendem observando o modo de viver, principalmente, dos pais.
              Devemos praticar a Palavra 24 horas por dia, sete dias por semana e incentivar os pequeninos a fazerem o mesmo.
             Ao primeiro espirro, os pais devem orientar seus filhos a amarrar o resfriado em Nome de Jesus. Ao sentirem qualquer dor, devem exigir a saída do mal. Quando alguém da vizinhança, algum parente ou conhecido estiver enfermo e em problemas, os cristãos têm de aproveitar a oportunidade para treinar seus filhos na fé. “Vamos orar por Fulano?” — essa deveria ser a “pergunta-convite” feita aos filhos. Aprende-se fazendo. Nossos filhos se desenvolverão de modo sadio, quando praticarem a Palavra do Senhor.
               O nosso testemunho perante os pequeninos é a melhor pregação que podemos fazer. Os filhos nunca deveriam ouvir os pais queixando-se do governo, da inflação, de qualquer pessoa ou coisa, pois os verdadeiros cristãos sabem que, em todas as coisas, eles são mais do que vencedores, por intermédio do Senhor.
                 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8.37
                 Quando qualquer filho de Deus se queixa de algo, esta pessoa está invariavelmente confessando que desprezou a Palavra do Senhor. Não importa que tipo de provação nos cerque; em tudo somos mais do que vencedores, por intermédio de Jesus, a Palavra de Deus.
                 Essa é a fé que nossos filhos necessitam ver em nós. Não é preciso que eles nos ouçam gabando-nos do que podemos fazer, mas, sim, ver-nos agindo conforme a Palavra nos orienta; isso os preparará para a vida.





Preparados para a vida
                   A vida é dura, cruel e difícil. Desde cedo, as crianças devem ser preparadas para os combates da vida. Quando os pais atendem a todos os gostos e todas as vontades dos filhos, na verdade, estão fazendo um grande mal a eles.
                 Em todas as crises, as crianças devem ser orientadas a agirem pela Palavra. Esta deve ser usada sempre para responder a todas as indagações da vida.
              Os pequeninos precisam aprender a encarar os problemas como oportunidades que Deus lhes concede para vencerem, usando o Nome de Jesus. Devem ser ensinados a praticar a lei da semeadura e da ceifa na obra de Deus, para obterem uma vida próspera e vitoriosa. Desde o primeiro presente, devem aprender a dizimar, mas os pais que não são dizimistas dão um desastroso exemplo para os filhos.
Preparados para servir ao Senhor
                Poucos cristãos se dão conta de que foram salvos para servir ao Senhor, por isso, as crianças raramente são ensinadas a respeito disso. É muito importante que aprendamos esta verdade e a passemos para os pequeninos. Nós, os salvos, somos a luz do mundo, a solução do mundo.
                Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte, Mateus 5.14
               Então, há saída para o mundo. Nós somos e temos a solução. Crendo assim e levando os nossos filhos a aprenderem e praticarem essa verdade, veremos, sem dúvida, dias melhores.
              Somos a luz (a solução) do mundo, porque temos em nós a natureza de Deus. Temos a habilidade, a capacidade do Senhor: Sua Palavra. Por isso, somos a luz para os problemas da humanidade.
                Uma criança que é salva e conhece a sua posição espiritual não difere de um adulto salvo. Se ela for ensinada a ocupar o seu lugar e for treinada na Palavra, poderá dar um perfeito testemunho de Cristo na escola, a outras crianças, e na própria família.
              Servir a Deus é submeter-se à Sua Palavra e praticá-lA. E ser uma extensão de Jesus aqui na terra, sendo revestido pelo poder do Espírito Santo para fazer a obra do Senhor, curando os enfermos, expulsando os demônios e levando outros a receberem Jesus como Senhor e Salvador.
             Que lindo quadro: os pais e os filhos saindo juntos para evangelizar, para visitar os doentes ou para distribuir literatura bíblica!
             Nesses tempos em que os traficantes descobriram na escola um “jardim” para plantar as suas nefastas sementes, urge que os pequeninos nascidos de novo, também façam o mesmo com a boa semente, a Palavra de Deus.
            Que testemunho maravilhoso teremos quando as nossas crianças e os nossos jovens começarem a orar na escola pelos colegas enfermos, ministrando cura para eles, levando aqueles que são dominados pelos vícios e pecados ao Senhor, para receber o novo nascimento!
           A missão dos pais é preparar os seus filhos, a herança do Senhor, para servir a Deus. Aprende-se fazendo. Nossos filhos farão a obra do Senhor quando lhes dermos o exemplo.
MESA VAZIA – UM PÉSSIMO TESTEMUNHO
          Quando aceitamos o Senhor Jesus, fomos libertos do império das trevas: o império da doença, do fracasso e da miséria.
                        Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Colossenses 1.13
             Devemos prestar atenção à Palavra. Ela declara que já fomos libertos. Isso significa que o império do mal não nos pode dominar mais. A nossa redenção é o fato mais real e verdadeiro que já existiu.
             Porém, há uma grande diferença entre o que a Bíblia declara ser nosso (como o fato de termos sido libertos do império das trevas) e o modo como vivemos. A Bíblia menciona como Deus nos vê, mas nem sempre nós nos vemos dessa maneira. Na maioria das vezes, nós nos enxergamos como o diabo nos mostra.
             Cristão algum deve sujeitar-se à falta de recursos, bem como a nenhum outro sofrimento. Nós fomos libertos do império dos sofrimentos. E nosso dever crer na Palavra e exigir o cumprimento dEla. Temos a obrigação de fazer com que a prosperidade, a saúde e todas as bênçãos declaradas nas Escrituras, tornem-se realidade em nossa vida.
             Tomar conta do lar é viver praticando toda a Palavra do Senhor. Não podemos aceitar que a miséria, as doenças e outros males imperem em nosso território. Você pode perguntar: “Como isso é possível?” A resposta é: praticando a Palavra do Senhor.
            Embora esse livro não seja direcionado para o estudo da fé, mencionamo-la porque é importante que não nos esqueçamos de que precisamos viver pela fé. O cristão não pode fazê-lo por outro meio; a Palavra declara que o nosso sustento tem de vir da fé.
           Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Hebreus 10.38
            Essas são as verdades que todos devem aprender conosco. Devemos mostrar-lhes que cremos assim; que agimos por fé porque este foi o modo prescrito pelo Senhor Jesus como padrão de vida para os Seus. Não devemos somente anunciar as verdades bíblicas, mas, sim, praticá-las publicamente.
             Todos devem ser levados a ler a Bíblia. Também devemos conversar com as pessoas sobre o tipo de vida que as Escrituras nos recomendam e sobre o Senhor esperar que vivamos de acordo com a Sua Palavra, vitoriosamente.
              Precisamos ter bastante cuidado para que ninguém descubra que vivemos de forma diferente do padrão da Palavra. Não estou afirmando que devemos camuflar o modo como vivemos, e sim que devemos viver a Palavra em uma transparência tal, que todos quantos estejam ao nosso redor contemplem Cristo por meio do nosso agir, em todos os momentos.
             Viver vitoriosamente é a única maneira que a Palavra espera que vivamos. Em nossas igrejas, temos ensinado isso. Os nossos pastores pregam a vida vitoriosa em Cristo. Os nossos filhos conhecem as promessas nas Escrituras, mas, por não praticar a revelação do Senhor, os pais permitem que ocorra o contrário em suas casas: mesa vazia, problemas aumentando, sofrimentos, brigas e derrotas.
             Certamente, essa realidade afetará negativamente nossos filhos. Inclusive, poderão ser tentados a crer que aquilo que o Senhor disse não era bem o que Ele queria dizer.
Pregação negativa
            Sabemos que, normalmente, os filhos não vêem erros nos pais, daí que, se para os pais as coisas não funcionam bem, os filhos poderão pensar que o problema está em qualquer outra pessoa ou circunstância; pode estar até mesmo na Palavra. Talvez os filhos não venham a dizer isso, mas o diabo poderá despertar neles um desinteresse pela Palavra do Senhor, que os fará mais incrédulos do que os ímpios que nunca ouviram o Evangelho.
              Mas, se estou doente ou com problemas devo ou não comunicar a situação à família? Devo mentir? Não. E errado que alguém viva cheio de problemas e ainda arranje outro — a mentira. Não devemos mentir jamais, nem mesmo para salvar unia vida. E um péssimo e desastroso testemunho apelarmos para a mentira.
             Ao enfrentarmos uma situação adversa, devemos reunir a família e contar-lhe o que se passa, mas o passo seguinte é abrir a Palavra para saber o que o Senhor nos fala sobre o problema e sobre como poderemos resolvê-lo. Certamente, para qualquer ação do inimigo, o nosso Deus já colocou nas santas páginas da Bíblia a devida orientação. E o Espírito Santo é fiel para abrir os nossos olhos e ministrar-nos a revelação da Palavra de Deus sobre aquela situação.
              Expor à família o que se passa não é negar a fé, tampouco dar uma mostra de fraqueza. E deixar que todos juntos participem da solução; desde que a Palavra de Deus seja obedecida.
            Ocorre, porém, que, para muitas famílias, a Bíblia só serve para ficar aberta no Salmo 91, a fim de “afugentar” as más influências, como se Ela fosse um espantalho. Deixar a Bíblia aberta em qualquer livro não faz a menor diferença. O que protege não é o livro, mas o que está escrito nele, uma vez que a pessoa entenda, creia e confesse aquela verdade bíblica.
             Os pais incrédulos se esforçam para transmitir aos seus filhos os conhecimentos que adquiriram do mundo. Alguns, desde cedo, ensinam doutrinas materialistas e atéias, nas quais Deus não passa de uma fuga para os fracos. Outros impõem aos filhos que sigam a religião deles, e a maioria dos pais cristãos simplesmente não se importa com a vida espiritual dos filhos. Como já temos dito, somos tentados a crer que os nossos filhos não obedecem à fé cristã, porque ainda não chegou a hora, mas sabemos que a verdade é bem outra.
A melhor pregação
É preciso não nos esquecer de que a melhor pregação é o modo como vivemos. Quando a mesa estiver vazia e reinarem em nosso lar a derrota, as perturbações e os sofrimentos, estaremos dando um mau testemunho de Cristo, e pior testemunho daremos se não nos levantarmos e tomarmos posse da vida abundante que o Senhor Jesus veio conceder-nos.
           Pior do que não ter o que pôr na mesa para a família é deixar de fornecer a ela o Pão que desceu do céu: Jesus, a Palavra de Deus.
                   Criar filhos é fazer de cada um deles verdadeiros praticantes da Palavra do Senhor. E levar aqueles que o Senhor nos confiou a conhecerem-No como Ele é: nosso Pai, Pastor, Provedor e Deus.
MESA FARTA - UM VERDADEIRO TESTEMUNHO
                     Que exemplo brilhante o cristão poderá dar à sua família quando ele praticar a Palavra de Deus! Quem fizer isso jamais experimentará qualquer mal!
                Quem guardar o mandamento não experimentarã nenhum mal,: e o coração do sábio discernirá o tempo e o modo. Eclesiastes 8.5
              Temos dito que seria lindo se os pais, ao enfrentarem qualquer problema, reunissem as crianças, a família inteira, e expusesse o caso. Então, depois que todos meditassem na Palavra sobre o problema que os afligia, orariam, determinando a bênção, e logo tomariam posse dela, passando a agradecê-la antes da mesma ter-se manifestado.
                Não existe a menor razão para que o cristão viva derrotado e fracassado. O Senhor é Pai tanto de um como de outro filho. Ele atende a qualquer filho, desde que este aja de acordo com a Palavra. Deus é seu Pai tanto quanto o de qualquer outro cristão.
                A miséria é o prêmio maior do diabo para o ser humano. Nada devemos aceitar do diabo.
                 Em vez de vivermos chateados, culpando os outros pelos insucessos que temos tido, ternos a obrigação de lutar, exigindo que o diabo e tudo que é dele afaste-se de nós. A arma para isso, nós temos — a Palavra de Deus.
                   Com a Palavra do Senhor podemos atrair a prosperidade ou qualquer outra bênção de que necessitamos. Essa é a essência daquilo que o Senhor Jesus nos ensinou. Leia Marcos 1122,23, medite bastante, e você verá o que faz com que as bênçãos se concretizem em sua vida.
                A mesa vazia, as doenças e outras derrotas dão um. mau testemunho sobre a nossa fé. Mas, a mesa farta é um excelente testemunho para os nossos filhos, bem como para os outros familiares. Eles verão que a fé em Cristo que abraçamos não foi simplesmente uma mudança de religião, mas uma mudança total e completa de vida. Eles precisam aprender que fomos chamados para sermos portadores de Boas Novas.
Reis que preparam sucessores
            E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. Apocalipse 5.10
           Nesse texto está escrito que fomos feitos reis e sacerdotes para o nosso Deus. Como sacerdotes, a nossa missão é ministrar culto ao Senhor. E render-Lhe o louvor, a adoração, o sacrifício dos nossos lábios. Como reis, devemos governar em vida, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor; devemos decretar o que teremos ou não. Somos nós que decidimos o que os nossos familiares terão ou não. Reinar em vida é agir como Jesus agia.
                     Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Romanos 5.17
                     Esse é um ensinamento novo, diferente, que o Espírito Santo tem ministrado à sua Igreja. Afirmamos que é novo, pois, até pouco tempo atrás, ele não era conhecido, mas a verdade é que já faz mais de dois mil anos que isso estava escrito nas Sagradas Escrituras.
                 A Bíblia garante: fomos feitos reis para o nosso Deus. Como reis devemos reinar sobre as circunstâncias; sobre a miséria, a doença, as perturbações e sobre todos os aspectos da vida. Nós temos a última palavra. Somos nós que decidiremos o que teremos ou não.
                   Quando decretamos algo, isso tem de ocorrer. A nossa palavra, com base na Palavra de Deus, pronunciada em Nome de Jesus, decide a questão. A nossa palavra acerca da Palavra de Deus é cheia de autoridade.
                    Quanto aos nossos filhos, devemos lembrar que temos a missão de prepará-los para serem os sucessores. Não somente os nossos sucessores, quando formos para a eternidade, mas também os verdadeiros sucessores (os continuadores da obra) de Jesus neste mundo.
                       E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que cam ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8.17
                     A palavra herdeiro significa sucessor, aquele que sucede a alguém em um cargo ou função, dando continuidade à tarefa inerente. Somos herdeiros em Jesus, e devemos fazer com que os nossos filhos também sejam.
Jesus, o fiel Sucessor

                    Jesus é o Herdeiro de Deus. Ele sempre agiu como tal. Ele sabia que o Pai sempre honraria a posição dEle.
                       Quando as pessoas iam a Jesus para terem as suas necessidades supridas, Ele as atendia como um verdadeiro herdeiro de Deus, o Sucessor. Jesus sempre Se mostrava conhecedor de Sua posição no mundo espiritual. Ele sabia que estava no Pai e o Pai, estava nEle.
                     Se você estudar o que a Palavra declara que somos em Cristo e o que Ele pode fazer por nosso intermédio, constatará que somos herdeiros do Pai e co-herdeiros de Cristo; passará a ter uma vida tão próspera e produtiva, que afetará todos aqueles que tiverem contato com você, e dará aos seus filhos o melhor exemplo de pai que eles poderiam ter.
                   Essa é a nossa missão. Somos os herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.
Transporte essa verdade para sua realidade e diga: sou herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo.
              O nosso ministério é dar continuidade ao do Senhor Jesus. Se nos calarmos, Ele não poderá falar em nosso lugar. Se agirmos, Ele agirá. Se usarmos a Palavra, o Senhor fará muito pelos nossos filhos.
               A nossa responsabilidade é grande. Ele nos confiou a Sua herança para que dela cuidemos e a edifiquemos. A futura geração poderá ser muito abençoada se soubermos criar esta nova geração que o Senhor entregou em nossas mãos. Nós somos os reis que preparam sucessores para o Rei dos reis.


Autor desconhecido. 



09/04/2015

A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

Ame o SENHOR, O seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.
Marcos 12.30; NVI

Deus quer você por inteiro.
Deus não quer apenas uma parte de sua vida. Ele pede todo o seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e toda a sua força. Deus não está interessado em um comprometimento tímido, em uma obediência parcial ou em sobras de seu tempo e dinheiro. Ele deseja sua total devoção, e não pequenos pedaços de sua vida.
Uma mulher samaritana certa vez tentou ponderar com Jesus sobre o melhor momento, lugar e forma de adorar. Jesus respondeu que essas questões externas não tinham importância. Onde você adora não é tão importante quanto por que você adora e o quanto de si mesmo você oferece a Deus quando adora. Existe a forma certa e a forma errada de adorar. A Bíblia diz: Sejamos agradecidos, e adoremos a Deus de um modo que o agrade.1 O tipo de adoração que agrada a Deus tem quatro características.

Deus se agrada quando nossa adoração é precisa. As pessoas freqüentemente dizem “Eu gosto de pensar em Deus como...”, e então contam sobre que tipo de Deus gostariam de adorar. Mas nós não podemos apenas criar nossa própria imagem de Deus, confortável e politicamente correta, e adorá-la. Isso é idolatria.
A adoração deve ser baseada na verdade das Escrituras, e não em nossas opiniões a respeito de Deus. Jesus disse à mulher sama¬ritana: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.2
“Adorar em verdade” significa adorar a Deus tal como ele é ver¬dadeiramente revelado na Bíblia.

Deus se agrada quando nossa adoração é autêntica. Quando Jesus disse que você deveria “adorar em espírito”, ele não estava se referindo ao Espírito Santo, mas ao seu espírito. Feito à imagem de Deus, você é um espírito que habita em um corpo, e Deus concebeu esse espírito para que se comunicasse com ele. Adoração é seu espí¬rito correspondendo ao Espírito de Deus.
Quando Jesus disse Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, ele queria dizer que a adoração deveria ser genuína e sincera. Não é apenas uma questão de utilizar as pala¬vras corretas; você deve querer dizer o que diz. O louvor sem sen-timentos não é em absoluto lou¬vor! Não vale nada e é um insulto a Deus.
Quando adoramos, Deus olha para além de nossas palavras para ver a postura de nossos corações. A Bíblia diz: O homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração.3
Visto que adoração envolve regozijar-se em Deus, ela mobiliza as emoções. Deus lhe deu emoções para que você pudesse adorá-lo com intensidade — mas essas emoções devem ser genuínas, não fingidas. Deus odeia a hipocrisia. Ele não quer exibicionismo, fingimento ou falsidade na adoração. Ele deseja o seu amor sincero e verdadeiro. Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas não podemos adorá-lo sem sinceridade.
Logicamente, só a sinceridade não é suficiente, você pode estar sinceramente errado. É por isso que tanto o espírito como a verdade são necessários. A adoração deve ser precisa e autêntica. A adoração agradável a Deus é profundamente emocional e profundamente dou¬trinária; usamos tanto o coração quanto a cabeça.
Hoje em dia, muitas pessoas comparam estar comovido com uma música a ter sido tocado pelo Espírito Santo, mas não é a mesma coisa. A verdadeira adoração acontece quando seu espírito responde a Deus, e não a alguma melodia musical. Na verdade, algumas can¬ções introspectivas e sentimentais impedem a adoração, pois reti¬ram a evidência de Deus e a transferem para nossos sentimentos. Sua maior distração na adoração é você mesmo — seus interesses e preocupações com o que os outros pensam a seu respeito.
Os cristãos discordam amiúde sobre a forma mais apropriada ou genuína de louvar a Deus, mas essas discussões normalmente refle¬tem apenas as diferenças de formação e personalidade. Muitas formas de louvor são mencionadas na Bíblia, entre elas, confessar, cantar, pos¬tar-se em honra, ajoelhar-se, dançar, fazer ruídos de alegria, testificar, tocar instrumentos musicais e erguer as mãos.4 O melhor estilo de adoração é aquele que mais genuinamente representa o seu amor por Deus, baseado na formação e na personalidade que ele lhe deu.
Meu amigo Gary Thomas reparou que muitos cristãos parecem estar emperrados em uma via de adoração, em uma rotina insatisfa¬tória, em vez de terem uma empolgada amizade com Deus. Eles se obrigam a utilizar métodos devocionais ou estilos de adoração que não se adaptam à forma exclusiva que Deus lhes deu.
Gary refletiu consigo mesmo: Se Deus propositadamente nos fez a todos diferentes, por que devería¬mos todos amar a Deus da mesma forma?Lendo obras cristãs clássi¬cas e entrevistando crentes maduros, Gary descobriu que os cristãos têm utilizado caminhos variados há dois mil anos para desfrutar de intimidade com Deus. Esses caminhos passam por estar ao ar livre, estudar, cantar, ler, dançar, criar obras de arte, servir as outras pes¬soas, ser solidário, desfrutar da comunhão e participar em dezenas de outras atividades.
Em seu livro Sacred pathways [Caminhos sagrados], Gary identi¬fica nove maneiras pelas quais as pessoas se aproximam de Deus: os naturalistas, que são mais motivados a amar a Deus ao ar livre, em ambientes naturais. Os sensitivos, que amam a Deus com os seus sentidos e apreciam belos cultos de adoração que envolvam o aspec¬to visual, paladar, aroma e toque, não apenas sua audição. Os tradi¬cionalistas, que se aproximam de Deus por meio de rituais, liturgias, símbolos e estruturas rígidas. Os ascetas, que preferem amar a Deus em solidão e simplicidade. Os ativistas, que amam a Deus pelo con¬fronto com o mal, combatendo a injustiça e trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor. Os caridosos, que amam a Deus amando os outros e suprindo suas necessidades. Os entusiastas, que amam a Deus com festas. Os contemplativos, que amam a Deus por meio da adoração. E os intelectuais, que amam a Deus ao estudá-lo com a mente.5
Não há uma abordagem “tamanho único” para adorar e desen¬volver amizade com Deus. Uma coisa é certa: você não glorifica a Deus tentando ser alguém que ele nunca quis que você fosse. Deus quer que você seja você mesmo. Este é o tipo de pessoa que o Pai está buscando: os que são simples e honestos consigo mesmos perante ele em sua adoração.6

Deus se agrada quando nossa adoração é atenta. A ordem de Jesus Amem a Deus de toda a sua mente é repetida quatro vezes no Novo Testamento. Deus não se agrada do cântico descuidado, preces mecânicas com frases feitas ou exclamações desatentas de “Louvado seja o Senhor”, porque não podemos pensar em nada melhor para dizer no momento. Se a adoração for mecânica, não significará nada. Você deve envolver a sua mente.
Jesus chamou as orações desatentas de vãs repetições.7 Até mesmo termos bíblicos podem se tornar expressões banalizadas pelo uso exagerado, e então deixa¬mos de pensar no significado. É tão mais fácil utilizar chavões ao adorar, em vez de fazer um esforço para honrar a Deus com palavras originais. É por isso que eu o encorajo a ler diferentes traduções e paráfrases da Bíblia. Isso ampliará suas expressões de adoração.
Tente louvar a Deus sem utilizar as palavras “louvor”, “aleluia”, “obrigado” ou “amém”. Em vez de dizer: “Eu só quero louvá-lo”, faça uma lista de sinônimos e use palavras novas como “admirar”, “res-peitar”, “valorizar”, “venerar”, “honrar” e “apreciar”.
Além disso, seja especifico. Se alguém o abordasse e repetisse dez vezes “Eu te louvo!”, você provavelmente pensaria: Por que motivo? Você iria preferir ouvir dois elogios específicos do que vinte genera¬lidades imprecisas; e Deus também.
Outra idéia é fazer uma lista dos diferentes nomes de Deus e concentrar-se neles. Os nomes de Deus não são casuais; eles nos contam sobre diferentes aspectos de seu caráter. No Antigo Testa¬mento, Deus se revelou paulatinamente a Israel ao ir apresentando novos nomes para si mesmo, e ele nos orienta a louvar o seu nome.8 Deus também quer que nossas reuniões com a congregação sejam cuidadosas. Paulo dedica a isso todo um capítulo em l Coríntios 14, e finaliza: Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.9
A esse respeito, Deus insiste em que nossos cul¬tos sejam compreensíveis aos não crentes quando eles estiverem pre¬sentes em nossas reuniões de adoração. Paulo observou: Se você es¬tiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o Amém à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado.10 Ser sensível ao tratar com não-crentes que visitam o culto é uma ordem bíblica. Desprezar essa ordem é tanto desobediência quanto crueldade. Para uma explicação completa a esse respeito, veja o capítulo 13 (“Adora¬ção pode ser um testemunho”) do livro Uma igreja com propósitos.

Deus se agrada quando nossa adoração é prática. A Bíblia diz: ... se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.11 Por que Deus quer o seu corpo? Por que ele não diz: “Apresentai os vossos espíritos”? Porque sem o corpo você não pode fazer nada neste planeta. Na eternidade você irá receber um corpo novo, melhorado e aprimorado; mas enquanto você está aqui na terra, Deus diz: “Dê-me o que você tem!”. Ele está apenas sendo prático a respeito da adoração.
Você já ouviu pessoas dizerem: “Não poderei estar na reunião desta noite, mas estarei com você em espírito”. Você sabe o que isso significa? Nada. Isso é inútil! Enquanto você estiver na terra, seu espírito só poderá estar onde seu corpo estiver. Se seu corpo não está lá, você também não está.
Na adoração, devemos “oferecer nossos corpos como sacrifício vivo”. Agora, nós normalmente associamos o conceito de “sa¬crifício” com algo morto, mas Deus quer que você seja um sacrifício vivo. Ele quer que você viva por ele! Entretanto, o problema com o sacrifício vivo é que ele pode escapulir do altar, o que muitas vezes acontece. Nós canta¬mos Firmes, ó soldados, crentes em Jesus no domingo, e na segunda batemos em retirada.
No Antigo Testamento, Deus se agradou dos muitos sacrifícios de adoração, porque eles profetizavam o sacrifício de Jesus por nós na cruz. Hoje em dia, Deus se agrada de sacrifícios de adoração diferentes: ação de graças, louvor, humildade, arrependimento, ofer¬ta de dinheiro, oração, serviço aos outros e ajuda aos necessitados.12
A verdadeira adoração implica um custo. Davi sabia disso quan¬do disse: Eu não vou oferecer ao SENHOR, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada.13
Um dos custos que a adoração tem para nós é o egocentrismo. Você não pode louvar a Deus e a si mesmo ao mesmo tempo. Você não adora para ser visto pelos outros ou para agradar a si mesmo. Você deliberadamente retira a atenção de si mesmo.
Quando Jesus disse Ame a Deus com todas as suas forças, ele chamava a atenção para o fato de que adorar exige esforço e ener¬gia. Nem sempre é conveniente ou confortável, e algumas vezes a adoração é um mero ato de força de vontade — um sacrifício vo-luntário. Adoração passiva é um paradoxo.
Quando você louva a Deus, mesmo sem vontade, quando sai de sua cama para adorá-lo estando cansado ou quando você ajuda os outros estando esgotado, você está oferecendo um sacrifício de ado¬ração a Deus. Isso agrada a Deus.
Matt Redman, líder de adoração na Inglaterra, conta como o seu pastor ensinou à igreja o verdadeiro significado da adoração. Para mostrar que adoração é mais do que música, ele proibiu todos os cânticos por um período de tempo, até que eles aprenderam a ado¬rar de outras maneiras. Ao fim daquele período, Matt escreveu a clássica canção Heart of worship [Coração da adoração]:

Trarei a ti mais que uma canção,
porque a canção em si não é o que exigiste.
Sondas meu interior,
muito além das aparências.
Estás olhando dentro do meu coração.

O xis ou coração da questão é uma questão de coração.


Fonte: Uma Vida com Propósitos
Você não está aqui por acaso
Rick Warren

19/03/2015

Como lidar com o drama da depressão

A depressão é uma doença. Ela atinge todas as faixas etárias, todas as classes sociais e todos os segmentos religiosos. A depressão é uma doença grave que desencadeia outros problemas devastadores na vida humana. A depressão é uma doença ainda cercada de tabus e mistérios. Há aqueles que atribuem toda doença da mente aos demônios e os que julgam que a depressão é conseqüência direta de algum pecado não confessado. Reafirmamos que a depressão pode estar ligada a envolvimento com ocultismo e com pecados inconfessos. Mas, nem toda pessoa que passa por uma depressão está necessariamente vivendo na prática de pecado. Uma pessoa piedosa pode enfrentar uma dolorosa depressão. John Piper, em seu livro “O Sorriso Escondido de Deus” fala sobre três homens piedosos: David Brainerd, John Bunyan e William Cowper que sofreram amargamente com a depressão. Muitos crentes fiéis passaram e ainda passam pelo vale dessa doença dolorosa.
O profeta Elias foi um homem levantado por Deus em tempo de crise política e apostasia religiosa em Israel. Ele, ousadamente, confrontou os pecados do rei Acabe, chamou a nação indecisa a colocar sua confiança em Deus e triunfou valentemente sobre os profetas de Baal. Elias foi um homem que viveu de forma maiúscula e superlativa. Aprendeu a depender de Deus e a realizar grandes obras em nome do Altíssimo. Mas Elias também tinha os pés de barro. Ele era homem semelhante a nós. Ele não era um super-homem nem um super-crente. Depois de retumbantes vitórias, Elias ficou deprimido e pediu para si a morte. Vamos considerar as causas e a cura da depressão de Elias.
1. As causas da depressão de Elias
Em primeiro lugar, ele tirou os olhos de Deus e colocou-os nas circunstâncias. Num dado momento, Elias pensou que sua vida dependia da ímpia Jezabel e não de Deus. Por isso, ele temeu e fugiu. Sempre que tiramos nossos olhos de Deus para colocá-los nas circunstâncias adversas afundamos num pântano de desespero.
Em segundo lugar, ele entrou na caverna da solidão quando ele mais precisava de pessoas à sua volta. A depressão nos prega essa peça: quando mais precisamos de companhia queremos nos trancar nos quartos escuros. Elias dispensou o seu moço, quando mais precisava dele.
Em terceiro, ele fez uma leitura assaz pessimista da situação à sua volta. Ele pensou que somente ele havia permanecido fiel a Deus naquela avalanche de apostasia, mas Deus lhe afirmou que havia mais sete mil que tinham permanecido firmes na fé. Em quarto lugar, ele perdeu completamente a perspectiva do futuro. Elias pediu para si a morte. Ele julgou que o melhor tempo da sua vida havia ficado no passado e que o futuro só lhe reservava um espectro de desespero.

2. A cura para a depressão de Elias
Deus tratou a depressão de Elias através de vários recursos.
Em primeiro lugar, Deus o tratou por meio da sonoterapia. A depressão deixa a mente agitada. Uma pessoa deprimida fica com o corpo cansado, mas a mente não desliga. Elias precisou dormir e descansar para sair do buraco da depressão.
Em segundo lugar, Deus o tratou por meio da alimentação adequada. Deus preparou uma refeição para Elias no deserto. Deu-lhe pão e água e ele recobrou suas forças. Uma pessoa deprimida, muitas vezes, sente náuseas do alimento. É preciso fortalecer o corpo no tratamento dessa doença.
Em terceiro lugar, Deus o tratou dando-lhe a oportunidade do desabafo. Elias estava dentro de uma caverna, quando Deus lhe perguntou: “O que fazes aí, Elias?”. Deus, assim, o ordena a sair da caverna para destampar a câmara de horror da alma e espremer o pus da ferida. O desabafo é uma necessidade vital para a assepsia da alma.
Em quarto lugar, Deus o tratou revelando-lhe que o melhor da sua vida estava pela frente. Elias pensou que o seu ministério havia chegado ao fim.  Mas, ele ainda haveria de ungir um profeta em seu lugar, um rei na Síria e outro em Israel. Elias pensou que a vida não fazia mais sentido e por isso, queria morrer, mas Deus o levou para o céu sem que ele passasse pela morte. Deus o arrebatou ao céu num redemoinho e Elias deixou os trapos da depressão para vestir-se com as roupagens alvas da felicidade eterna.
Rev. Hernandes Dias Lopes
http://hernandesdiaslopes.com.br/









Isaías 54.4

Não temas, porque não serás envergonhada; e não te envergonhes, porque não serás humilhada;
antes te esquecerás da vergonha da tua mocidade, e não te lembrarás mais do opróbrio da tua viuvez.


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